Céu Nebuloso

Novembro 24, 2009 R.J. 2 comentários

Nebuloso. Assim está o céu. Deve ser madrugada. Estou num lugar estranho. Campo aberto. Nada a se ver, até onde a vista alcança. De bermuda e camisa, me vejo admirando o céu que teima em acordar, ainda lutando contra os primeiros raios de sol. Meu peito sob a camiseta aberta está úmido, pelo sereno da noite. Meus olhos, afogados em lágrimas. Os pés, descalços no chão, num misto de pedra e asfalto, uma arquitetura irregular e gélida. Fria. Morta. Minha voz soa rouca, como um nó na minha garganta seca:

- Tem que ser assim? – pergunto, sabendo muito bem da resposta.

Atrás de mim, braços me envolvem num aperto caloroso, porém frio como mármore, e firme como o aço, com as mãos em meu peito, me afagando o coração… Uma segunda voz, suave e quase angelical, ternamente me responde:

- Não há com o que se preocupar. Eu cuidarei de você. Para isso estou aqui. – e se aproximando, continuou, em baixo tom, ao meu ouvido – De agora em diante, seremos um só. Em carne e espírito.

No momento seguinte, relaxo todo o corpo, no que sou acometido por um pressão insuportável, e uma dor excruciante me avisa que fui atacado, dentes se enterrando no meu pescoço, a vida se esvaindo em sorvos intermináveis. A consciência me abandona. Antes, porém, de me entregar ao manto escuro da “minha” morte que se aproximava, sinto Os Quatro entrando em choque, o equilíbro primário de sanidade sendo violado, e Oz, a grande fera que habita nos vales da minha existência, tomando controle total. Incontestável. Irrefutável. Inescapável.

 

 

Ao despertar, me vejo em movimento. Como um mero passageiro do meu próprio corpo. Oz se move numa velocidade absurda, sobre-humana. Enquanto eu sou apenas levado pela força de sua vontade animalesca. Não passo de um instinto, de agora então. Um animal. Uma besta selvagem. Um monstro. E como tal, preciso saciar minhas vontades e desejos…

Logo a frente, vejo uma outra figura, se movendo em velocidade, mas não será o suficiente pra escapar. Não dos meus novos braços e pernas, e principalmente da minha nova fúria. Em 3 lances, Oz consegue alcançar a criatura, que agora se debate sob a pressão de seus braços. Quando Oz inclina a cabeça lentamente, vejo a garganta da criatura se aproximando de sua boca. Ao prestar atenção, descubro que é o mesmo ser que me abraçara momentos antes. As mãos, agora inertes sob o meu poder. O veneno. A dor. E o renascimento.

Suas pupilas cor de mel. As íris vermelhas. Os traços femininos. Não preciso que abra a boca pra saber que é dona da mesma voz.

- Sei que é sangue o que quer. Cada partícula do seu corpo clama por isso, eu posso sentir. Pegue de volta o que te tomei. Será o maior prazer que me dará nesta pós-vida. Tome meu sangue. Seja um só comigo também.

No segundo seguinte, Oz impele sua presas na garganta da bela moça.

 

 

Acordo. Manhã. Meu quarto. Minha cama. Sozinho. Encharcado de suor. A mão na testa me revela febre, e uma têmpora latejando. Ao menos ainda tenho sangue correndo nas veias. E curiosamente, meu pensamento seguinte é…:

- Isso não foi meu passado, como geralmente sonho. Que seja fantasia… ou na pior das hipóteses, meu futuro…

Bastardos Inglórios

Novembro 19, 2009 R.J. 2 comentários

Uma obra de arte. Mais uma, na verdade. Quentin Tarantino não se cansa de fazer coisa boa, o que é ótimo, para a humanidade, como um todo. Confesso me sentir culpado por ter demorado tanto pra saber da última obra, mas valeu a pena, toda e qualquer espera, fosse ela sabida ou não.

Guerra, Ódio, Tortura e uma Selvageria Civilizada próxima à Insanidade. Assim descrevo Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009). Assisti a essa maravilha cinematográfica de gancho, enquanto esperava começar outro titã do cinema, 2012. Não me decepcionei, com nenhum dos dois, embora tenha me encantado mil vezes mais pelo cheiro de sangue e pólvora da Segunda Grande Guerra.

Tenente Aldo “O Apache” Raine, interpretado por Brad Pitt (sou fã incondicional do cara). Estrategista e Escultor de Primeira. Sargento Donnie “Urso Judeu” Donnowitz, interpretado por Eli Roth. Ganhou outro fã. Shosanna Dreyfus, interpretada por Mélanie Laurent. Se ela for tão francesa quando parece no filme, eu já gamei.

 

"Estamos no ramo de matar nazistas, e primo.. Os negócios estão bombando"

"Estamos no ramo de matar nazistas, e primo.. Os Negócios estão Bombando"

Donnie "Urso Judeu" Donowitz

"A gente arrebenta esses chacais, pega as metralhadores e chega atirando"

"...porque Marcel, meu amor, nós vamos fazer um filme, só pros Nazistas"

Bastardos Inglórios. Melhor filme de guerra que eu já vi. Altamente recomendável.

À frente: Eli Roth, Brad Pitt e Til Schweiger. No fundo: Mélanie Laurent, Christoph Waltz e Diane Kruger

E a seguir, o trailer do filme, a quem interessar possa.

Like a Stone

Novembro 19, 2009 R.J. 1 comentário

A melhor música do mundo… já feita…

na melhor versão já ouvida, gravada e publicada…

Like A Stone, por Chris Cornell

On a cold wet afternoon
In a room full of emptiness
By a freeway I confess
I was lost in the pages
Of a book full of death
Reading how we’ll die alone
And if we’re good we’ll lay to rest
Anywhere we want to go

In your house I long to be
Room by room patiently
I’ll wait for you there like a stone
I’ll wait for you there alone

On my deathbed I will pray
To the gods and the angels
Like a pagan to anyone
Who will take me to heaven
To a place I recall
I was there so long ago
The sky was bruised, the wine was bled
And there you led me on

In your house I long to be
Room by room patiently
I’ll wait for you there like a stone
I’ll wait for you there alone

And on I read
Until the day was gone
And I sat in regret
Of all the things I’ve done
For all that I’ve blessed
And all that I’ve wronged
In dreams until my death
I will wonder on

In your house I long to be
Room by room patiently
I’ll wait for you there like a stone
I’ll wait for you there alone, alone

“..and if you’re out there, reading this… don’t forget… I’ll wait for you… like a fucking stone…”

Olhos, Sangue, Veneno e Cia.

Novembro 14, 2009 R.J. Deixe um comentário

Desperto. O sono me vence, enquanto luto pela consciência. Preciso terminar esse trabalho, do contrário.. O cansaço é total, quase titânico. O visor do notebook jaz morto à minha frente. Sabe-se lá há quanto tempo.

Levanto a cabeça, parece pesar quilos a mais. Estranhamente, a visão do lado esquerda não existe. Por vezes, é devido à posição da cabeça, prende algum vaso sanguineo, impedindo que funcione normalmente… mas basta desobstruir o impedimento, e em instantes, a visão retorna ao normal…

Pelo menos era assim… mas dessa vez, está demorando mais que o de costume. Bem mais. Talvez não seja nada demais, de qualquer forma, preciso terminar o trabalho. Daqui a pouco tudo fica nos conformes…

Imagine o quão horripilante é perder um olho, mesmo que por pouco tempo (meia hora pra mim, já é mais que suficiente). Corro pro banheiro, pra ver o que está acontecendo. No espelho, o que vejo me faz sentir calafrios quase como um choque elétrico: meu olho esquerdo está totalmente vermelho. Desde o globo ocular, até boa parte da íris, como se estivesse afogado em sangue. Curiosamente, não há dor… Não fosse o vazio negro que me limita do lado esquerdo da cabeça, diria que as coisas estão bem normais…

Nesse instante, algo me atrai a atenção. No espelho, uma imagem qualquer se move no interior sanguinolento do meu olho.. ao chegar mais perto, outra surpresa: um vislumbre de uma mão, como se pedisse socorro… e então, minha pupila parece absorver todo o sangue, juntamente com a própria íris, deixando apenas um vestígio vago do castanho que ali havia…

No espelho, não era mais meu reflexo que me encarava, mas sim a mesma figura que me nocautera algumas noites antes…

“Olá, Evans.” – pelo menos dessa vez, estou em casa..

“Olá, caro amigo… Sentiu minha falta?” – agora entendo pq as pessoas odeiam tanto meu sarcasmo… é indiscutivelmente irritante, sim…

Nosso encontro foi diferente, dessa vez: Evans só possuía um olho seu, o outro era o meu castanho, o que me levava a crer que talvez eu mesmo estivesse daquele jeito…

“Só passei pra matar saudades..” – a ênfase que ele colocava em certos termos era inquietante…

“Que bom, preciso voltar ao meu trabalho, pode me deixar em paz…? Pra sempre seria um bom tempo. não acha?”

“Não me demorarei… só quis que lembrasse que eu ainda estou aqui…”

No espelho, o olho albino de Evans vertia sangue agora, e pude sentir dor no meu olho esquerdo. Me largo no chão do banheiro, as mãos no rosto. Quando percebo, verto lágrimas de sangue.. “Ok, isso é novidade” .. Até onde Evans pode me surpreeender??

Ao ver meu reflexo novamente, são meus olhos castanhos que me fitam, assombrados com a nova mágica que “aprendi”, e meu rosto cansado e ensanguentado carrega uma expressão exausta… furiosa… horrificada…

Nem que eu queira vou terminar esse trabalho hoje… Melhor gastar umas horas em sono… melhor que faço…

Talvez eu consiga ajudar a mão que estendeu um pedido de ajuda a mim… pelo menos…evans,

Sangue Negro

Novembro 11, 2009 R.J. 1 comentário

De repente, acordo. Muito calor. Verto suor aos baldes. Os vidros do carro também. Ao menos as portas estão trancadas. Mas onde porras será que eu estou?

Me mexo na cadeira, mas uma dor fina e profunda me rasga o abdomen. Quando olho pra minha blusa encharcada, há sangue nela. Sangue? De onde?

Mas o trato do corte é familiar. Quase como se… minhas próprias mãos tivessem feito. Uma rápida procura e encontro minha faca de caça no banco de trás do carro, guardada na bainha. Tem mais sangue nela do que o habitual. Apesar do meu corte ser profundo, não creio que seja todo meu o que tem na faca. Ou sei lá, pode até ser, nada disso está fazendo muito sentido mesmo.

No entanto, me dou conta do que realmente importa no momento: não estou na garagem de casa. Pelo vidro do carro, vejo que estou numa rua, poucas luzes, nem uma alma viva. Ao abrir a porta, o vento frio da noite me refresca o rosto esgotado. Pelas dores musculares e nas articulações, e pelo corte no abdomen, diria que estou ali há algumas horas já. No segundo seguinte, nada disso importa: sei exatamente onde estou. E mal posso acreditar em meus olhos.

O carro está parado a alguns metros do destino, na rua ao lado do barranco. Por que cacetes eu vim parar aqui?

No meu braço direito, um peso estranho: meu relógio. Há anos não uso aquele relógio. Mal sabia onde ele estava, e agora está aqui, marcando 4:06 da manhã.

4:06 da manhã. Caceta, isso não é hora de eu estar morgado na rua, ainda mais NESSA rua.

Apesar de saber que não devo, algo mais forte me impele a andar. Andar em direção àquela casa.

Chegando lá, noto que nada parece ter mudado. As mesmas portas. A mesma grade. O mesmo amigo a me receber no portão. “Tudo bom, …?”, juntamente com um afago na cabeça, no que sou respondido com um “aperto” de mãos. É, tudo parece bem…

Não posso entrar. Nem que eu quisesse. Sento-me na calçada, com as mãos no rosto. Queisera entender metade do que tá acontecendo. Enquanto me perco em meus pensamentos, sob o sereno da madrugada, ergo os olhos. Uma figura alta se prostra em minha frente. Está envolta numa longa capa, negra como a noite, um chapéu de pescador cobre seu rosto, e vestes por sob a capa, também negras. Ela me estende a mão. Horripilantemente familiar.

“Não me agradeça. Deu trabalho te trazer aqui.” – minha voz mais altiva é quem soa daquela sombra.

“Quem é você?” – pergunto-o, temendo a resposta.

“Até pouco tempo atrás, eu responderia essa pergunta dizendo ‘você’, mas creio que isso não mais se aplica. Você e eu, não somos mais um só. E devo agradecê-lo por isso.”

“Do que vc tá falando? Você não é nenhum dos Quatro! Quem porras é você!” – minha voz soa alto demais, mas não me importo muito com isso no momento…

O rapaz abaixa a mão, e tira o chapéu. As íris de seus olhos são cinzentas, quase brancas, assim como seus cabelos. As feições, no entanto, não são como a dos Quatro. Ele parece mais jovem, e mais vigoroso que qualquer um dos outros, até mesmo eu.

“Eu sou Evans. A parte de você que causou tudo isso…” – e um sorriso lhe atravessa o rosto. Desdém. Maldade.

“E por que me trouxe aqui, Evans? Qual o significado disso tudo?” – sinto notas de pavor saindo da minha boca… Evans deve ter notado também, pois havia excitação nele quando falou:

“Por que é o que vc quer. Ser livre pra fazer o que quiser. Nem preciso ser seu alter-ego pra saber que queria de ter aparecido aqui.”

Meu sangue parece ter parado de fluir por um instante, e de repente começa a correr acelerado em minhas veias.”CALA A BOCA!!” Vou pra cima de Evans num ataque de fúria, sem pensar nas consequências… Evans apenas recua um passo e levanta sua mão para segurar meu soco, que nem chega a tocar sua pele. É como se uma força invisível tivesse parado minha mão milímetros antes de atingi-lo…

“Meu caro.. Eu sou o seu auge de força, beleza, inteligência e charme. Sua época de ouro, seus tempos que jamais voltarão. E assombrarei sua existência até o fim. Seu maior erro foi querer mudar, querer ser alguém que não é. Se bem que não posso culpá-lo: esse seu desejo de fazer as coisas darem certo foi que me deu vida.”

“Você não vai fazer mal.. a ninguém… não mais” – apesar de belas palavras, eu não tinha como me igualar ao poder daquele ser tão altivo.. tão poderoso…

“Hum.. veremos.. Você pode ter conseguido aliança com Os Quatro, mas vai precisar de muito mais pra me superar…” – e com um soco, vou ao chão, sem ver nem ouvir mais nada…

Acordo. Estou na minha cama. Encharcado de suor. São 7:00 da manhã. Sinto o corpo exausto… Me levanto pra tomar um banho, relaxar as idéias, o corpo, a mente… Foi só um sonho…

Ligo o chuveiro, a água gelada escorre pelo meu corpo, e tudo parece um pouco melhor. Como se parte das minhas preocupações fosse embora com a água suja…

Há alguma coisa presa á minha mão: meu relógio. Meu relógio perdido.

Uma nova fisgada de dor me revela um ferimento. Um corte profundo. E um novo companheiro, na minha fortaleza de solidão.

Sambando com o Brunno

Novembro 10, 2009 R.J. Deixe um comentário

SPECIAL POST

 

Vendendo jabá: O Blog “Sambando com o Brunno“, antenado nas máximas do mundo do samba e afins, está contando com gente nova no elenco. Foi inaugurado o quadro “Por Dentro das Quadras”, com a participação de Samuel Luz, Blogueiro, comentarista, Engenheiro Agrônomo, Pescador Pro-Xtreme e Irmão Tricolor [na verdade, é primo, mas whatever]

Você que gosta, você que não gosta, você que achou essa página pelo Google [ou Bing, sei lá], você que viu no twitter, que seja! Dá uma visitada lá…

E boa sorte, primo!

Sob a Chuva

Novembro 6, 2009 R.J. 1 comentário

Chuva fria. Madrugada. Voltando pra casa. Depois de uma incursão pelas ruas da cidade em companhia deles, começo a me acostumar com a idéia de me ver em projeções ilusórias bem diante dos meus olhos. Começo a acostumar, mas ainda não me sinto totalmente à vontade.

A água está bastante gelada, o suficiente pra encharcar minhas roupas só de sair do carro. A blusa, eu já tirei há tempos, pra poder enxugar o vidro do carro, embaçado pela minha respiração.

A mochila que carrego parece mais pesada, talvez por estar molhada… foda-se, quem se importa com isso. To quase chegando em casa, varado de sono. Oz vai à frente, abrindo caminho, anda agachado, quase como um felino à espreita da caça. De todos, ele é a personalidade mais animal/menos humana que possuo, e isso sim, é apavorante.

Logo após, Morgan, ladeado por Douglas, e Edgar, bem à minha frente. Eles conversam comigo sem olhar pra mim. Até pq não há necessidade. Na trilha que leva à casa, eu desligo a luz perto da caixa d’água. A chuva está cada vez mais fria, como se agulhas perfurassem os poros das minhas costas nuas.

Mas eu não quero me aquecer. Sair da chuva parece ser um risco grande demais. É a primeira vez que vejo Os Quatro ao mesmo tempo. Não posso me dar ao luxo de deixar uma oportunidade [assustadora] dessas passar.

Eles não sobem as escadas. Se dirijem à área ao lado da casa. Não há nada lá, além de pedras e chuva. MUITA chuva.

Os Quatro se ajoelham na pedra fria e molhada. Fazem um semi círculo. Edgar, com minha voz mais suave, pede-me: “sente-se”.

Sento-me, e um puta calafrio me percorre a espinha. Se pudesse ver minha carne, provavelmente me depararia com um fantasma, lábios roxos de frio, e pele pálida como de um cadáver, bem diferente dos rostos expressivos e absurdamente rosados a me olhar na chuva da noite.

A próxima palavra é minha: “Pq isso tá acontecendo comigo?” – num tom de voz preocupantemente alto. Não preciso de ninguém me escutando falar sozinho.

Edgar: “Você nos criou por necessidade. Somos escravos da sua vontade.”

Douglas: “Seja ela consciente ou não.”

Os dois personagens centrais da roda eram de um contraste absurdo: Edgar, tinha um olhar vívido, como se pudesse escavar as profundezas da minha própria alma, se quisesse  [e poderia mesmo] com seus olhos azuis, enquanto que Douglas, seus olhos verdes mal demonstravam qualquer sinal de interesse sincero na minha própria pessoa. Falava, mas devaneava numa facilidade imensa.

Oz, do meu lado direito, diferente dos outros, que sentavam de pernas cruzadas, estava agachado, como um cão a conversar com seu dono. Calado, brincava com a chave que [sempre] pendia de seu peito, como se fosse o mais divertido dos brinquedos. Na ponta esquerda, Morgan apenas se fazia presente, como sempre, suas habilidades e interesses não combinavam com essas… “reuniões”

Douglas: “Seu tempo está se esgotando.”

Edgar: “Você só precisa lembrar: nunca estará sozinho.”

Confuso. Pq eles estavam me dizendo isso?

Douglas: “Tudo que nasce, morre. Isso vale pra todas as coisas. Inclusive nós. Inclusive você.”

Edgar: “Mas não é pq vc sabe que vai acabar, que vc mesmo precisa dar um fim a tudo. Você tem a escolha. Sempre teve.”

Enquanto a chuva persistia em cair, eu refletia sobre aquelas palavras. O que tenho feito da vida? Pq eu mesmo estava tendo que encontrar formas de me dizer aquelas palavras? Meu tempo está para acabar?

No meio de minha confusão, meus egos se levantam, graciosamente na chuva noturna, e andam em direção às minhas costas. Ao passar pelos meus ombros, cada um deles, em sucessão, me acaricia a cabeça. E some. Ao passar dos meus ombros, não ouço nem vejo sinal deles. Voltaram.

Voltaram. Pra onde vieram. E de onde, creio eu, jamais sairão.

Sob a mortalha cortante do frio e do gelo que pende do céu, sinto meu corpo recobrar o tato. Minhas juntas estão travadas, os músculos todos retesados, minhas mãos tremem. Do que, não sei.

“…é melhor levantar daqui, e dar um jeito de dormir um pouco…”

Mas não sem antes desejar boa noite.. aos meus companheiros… meus guardiões… meus doms, presentes… e minhas maldições…

Nany, eu te amo!

Novembro 4, 2009 R.J. 1 comentário

Algum dia eu consigo retribuir tudo o que vc já me fez, e muito mais…

Blog da Nany – Ela e Eu

Eu amo Você…

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Outubro 26, 2009 R.J. Deixe um comentário
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iNeo 2009

Outubro 26, 2009 R.J. 1 comentário

iNeo 2009 – Seminários do Conhecimento. Tema 2009: Mídias Digitais e Redes Sociais. Participação de Marcelo Tas. Foi movido pela divulgação dessas poucas palavras que me prestei a economizar vodka e salgadinhos pra pagar a inscrição. Afinal de contas, não é todo dia que se tem a oportunidade de estar tão perto de uma figura como Tas, de tamanho renome e influência, sem falar no carisma e tudo o mais que não preciso citar, já que o povo já está careca de saber (foi maus, não pude deixar essa escapar (:P)).

Mas, ao chegar lá, e me deparar com os outros participantes do evento, percebi que não era o Docinho de Coco do CQC o único gigante por tras da realização do evento.

Logo no primeiro debate, tivemos:

Sentados: Altino Machado, David Sento Sé, Letícia Mamed e Domingues Jr. Em pé: Marco Bonito

Sentados: Altino Machado, David Sento Sé, Letícia Mamed e Domingues Jr. Em pé: Marco Bonito

A comunicação social e o desafio das novas mídias: Como as novas mídias influenciam a comunicação, jornalismo, a atuação de empresas e órgãos governamentais na rotina dos navegantes da grande rede. A Dra. Letícia Mamed, representando a ASCOM do TJ/Acre, falando sobre o papel de ferramentas de interação social do próprio TJ na comunidade; David Sento Sé explicando, de forma inusitada o poder das mídias na propaganda, tentando vender seu Chevette 73 pro Bem-Dotado-de-Bauru; Altino Machado, nos dando uma aula de história, com seu telex; e Domingues Júnior, com os quadros interativos da RedeTv/RO. Depois das explanações dos palestrantes, Marco Bonito, como bom discípulo de Aristóteles que é, pôs-se a andar pelo palco, numa dinâmica semelhante à de Serginho Groisman (que ainda não seria esquecido no evento), um “Fala Garoto”. Muito fera, DUCA.

Depois desse show de conhecimento, tivemos um breaktime, uns salgadinhos (me mandaram encher a mão, eu quase esvazio um cento de bolinhos de queijo. Culpa minha?)

Segundo set de debate, tivemos:

A participação da Dra. Andréia (casa comigo (:D)) Stanger, e do Dr. Alexandre Matzenbacher, no debate sobre Segurança da Informação nas mídias, abuso, pedofilia, roubos, calúnia, e tantos outros eventos que apimentam o sistema judiciário brasileiro. Houve nesse debate inclusive, a sempre entusiástica participação de David Sento Sé: “Não pode clicar, não pode baixar, não pode abrir email, não pode conversar, então pra que PORRAS serve o meu computador?”

Alex Lima, David Sento Sé, Marcelo Tas e Marco Bonito

Alex Lima, David Sento Sé, Marcelo Tas e Marco Bonito

Debate Final: Oportunidades de Negócios nas Redes Sociais

A tão esperada participação de Marcelo Tas finalmente se fez verdade ao início desse debate, moderando o papo entre Marco Bonito, Alex Lima, do SEBRAE/Acre e David Sento Sé, representando a Companhia da Selva. Discussões sobre violações de direito autoral, o poder e controle das antigas Gravadoras, O Bem-Dotado-De-Bauru tentando vender seu Gol 89 e Chevette 73 no Twitter, e a peripécias pré-twitter de Serginho Groisman (hilárias, diga-se de passagem). Gostaria de agradecer também a participação do Prof Luiz Matos, Sistemas de Informação da UFAc, neste debate. Eu já não aguentava mais o povo perguntando se a Tv tinha morrido.

Marcelo Tas

Marcelo Tas

E pra fechar, com chave de ouro, uma palestra mais que foda de Marcelo Tas (disponível em Torrent, e no Youtube, dividido em 9 partes), o desenvolvimento das midias sociais, o crescimento assombroso da internet, e o impacto disso na vida de pessoas comuns, famosos, empresas e o escambau. A evolução das mídias analógicas em digitais (graças ao Pai), a criatividade do brasileiro, entre mil e outras coisas.

Enfim, o iNeo foi mais que um evento sobre jornalismo, publicidade e tecnologia. Foi um beliscão na consciência das pessoas, um cutucão nos seres jurássicos que teimam em adotar medidas simples, porém de potência assombrosa, onde quer que seja o seu campo de atuação. iNeo. O Novo Eu.

P.S. Fotos por Karen Aiache, disponíveis em seu perfil no Flickr. Difícil de achar, mas achei. (:P)

P.S.2: Quem tiver mais fotos do evento, eu adoraria que compartilhassem, pra divulgar pros outros participantes do evento. Valeu!